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Sete não, Tá na Mão, Sucatão, Milionário, Família, Patrício, Quero mais…

A Palavra do Machado é um resumo da Sessão Legislativa de Caçapava do Sul, comentado pelo diretor dos jornais A Palavra e CaçapavaOnline

  • SETE NÃO – Na terça-feira a Câmara de Vereadores de Caçapava do Sul realizou a primeira sessão do mês de maio, com uma novidade: ao final dos trabalhos a sessão quase chegou a ser suspensa por falta de quorum no plenário. Com movimento de entra e sai da sessão em um dado momento, habilmente, o secretário da Casa percebeu o número insuficiente de edis para a continuidade da sessão. Beleza, Alex, Mariano, Márcia, Caio Roso e Boca foram surpreendidos pela informação de que “com sete em campo não haveria partida”. Enquanto a dúvida pairava, Paulinho Pereira retornou ao plenário e foi retomado o trabalho.
  • TÁ NA MÃO – Do púlpito o presidente da Casa, Sílvio Tondo, PP – acenou para o “vereador Tonho” com cópia de correspondência informando a chegada de parcela para início da reforma do ginásio da Promorar. “Tá aqui o dinheiro para o ginásio” disse o vereador para o morador mais ativista do bairro. Beleza frisou que o recurso é oriundo de sua solicitação ao ex-Deputado Federal e atual Senador, Luiz Carlos Heinze, que muito tem se empenhado por Caçapava.
  • SUCATÃO – Sobre as máquinas e equipamentos oferecidos pelo Estado aos municípios, entre eles Caçapava do Sul, para conserto de estradas atingidas pelas chuvas houve consenso entre os vereadores e o executivo: não vale a pena. Conforme foi dito em plenário, o equipamento oferecido seria uma verdadeira bomba, prestes a explodir a qualquer momento. O Estado simplesmente fornece o equipamento, mas não dá garantia que ele funcione. Cabendo ao contratante as despesas de combustível e manutenção, no caso de quebra de uma máquina de grande porte, o prejuízo aos cofres das prefeituras poderia ser até maiores que a contratação de empresas terceirizadas. “A máquina do Estado é um caco não vale a pena trazer”, disse “Pai Caio” antevendo futuros problemas de manutenção e consequente prejuízo ao município.
  • Em SÃO SEPÉ, a Sessão Legislativa foi marcada pela posse de Humberto Stoduto – PP. Ele, que assumiu a vaga aberta com a saída de Janir Machado (de) novo Secretário de Obras, tomou posse após refletir sobre o que ouviu dos eleitores: seria cobrado se não assumisse a vaga, pois como pediria votos na próxima eleição? Humberto chegou elogiando o ambiente de alto nível da atual legislatura e a comparou como melhor que a anterior.
  • MILIONÁRIO – O vereador Renato Rosso – PP deu um número: Um milhão e cem mil reais. Esse, segundo o vereador e policial civil, é o faturamento anual do tráfico em São Sepé. Todo esse dinheiro é oriundo do comércio de drogas pelos traficantes locais e seus mais de três mil usuários. E pior, grande parte desses usuários é viciado no Crack, a pior das drogas, disse Rosso, sugerindo que o Legislativo busque formas de minimizar esse absurdo.
  • FAMÍLIA – Maria da Saúde – PP, lembrou que pais agem de forma irresponsável quando saem à noite para beber e levam consigo crianças de poucos dias e Zilca Camargo – PDT, informou sobre a criação da Pastoral Familiar que está sendo formada.
  • COMPARAÇÃO – O vereador Gilvane Moreira – PP, fez um comparativo entre os prefeitos Cleri e Léo. A gestão Cleri foi voltada à infra-estrutura e recuperação de máquinas e estradas e a de Léo foi empreendedora e isso remete a tempo, falando sobre as conquistas que trazem recursos ao município como a usina termoelétrica com a casca de arroz e o licenciamento para a termoelétrica a carvão.
  • JUNTOS E SEPARADOS – Élcio Teixeira – MDB, deu boas vindas a Humberto, lembrando que, mesmo sendo de partidos contrários, ambos trabalham para o povo e, desta forma se colocou à disposição do colega.
  • RECADO – Eto Vargas – PP, mandou um recado quando lembrou que teve vereador que em legislaturas anteriores “mulequiou” e que a Casa é lugar de trabalho! Falou ainda sobre críticas ao licenciamento de termoelétrica a carvão, lembrando que haverá audiência pública para aprovação.
  • PATRÍCIO – Já vi muito “Patrício” anunciando que “vai fechar a loja” pra vender todo estoque. No fim das contas resolve não fechar e toca “o” lojinha adiante até nova promoção. Não sei se foi o caso, mas ouvindo o Tavinho Gazen – PDT, dizer que essa pode ser sua última legislatura, por não ter mais intenção de concorrer, pareceu semelhança. O pedetista lembrou que há 30 anos foi convencido por sete profissionais que termelétricas a carvão não teriam mais espaço e citou entre outros inconvenientes as cinzas e chuva ácida. A evolução levou para a produção de energia através do sol e o vento.
  • QUERO MAIS – Paulo Nunes – PSB, falou sobre o quanto pode trazer de benefícios à comunidade um Legislativo que trabalha com seriedade e que sente falta de uma Assistência Social mais atuante.

Luís Carlos Machado

Jornalista MTE 18.013/RS Graduado em Marketing

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