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Opinião – Sem censura: uma eterna pauta, um constante diálogo

Por, Maurício Eckert

Por, Maurício Eckert

Acadêmico do Curso de Direito da FADISMA

Na próxima segunda-feira, dia 11 de junho, haverá na capital federal um seminário onde serão abordados em inúmeros debates sobre os “30 anos sem censura: a Constituição de 1988 e a Liberdade de Imprensa”. O evento que será sediado no Supremo Tribunal Federal (STF) irá tratar sobre a perspectiva histórica da liberdade de imprensa e também de assuntos atuais.

Em pauta, vai ser detalhado o tema atual e muito comentado nas redes sociais as “fake news” (em tradução literal: falsas notícias), bem como as novas formas de censura e ainda, os desafios da imprensa livre. Mas será que de fato, a velha censura foi extinta?

Atualmente, nos meios de comunicação, as notícias são pautadas por editorias específicas, e, muitas vezes, pode parecer que os assuntos estão incompletos, não é mesmo? Pensando nisso, podemos imaginar que os meios de comunicação podem ser tendenciosos, ao invés de imparciais. Fato é que, atualmente, em grandes veículos de comunicações, está sempre por trás de toda e qualquer notícia, interesses institucionais, o que muitas vezes pode ser bem diferente em mídias de circulação local.

O que se pode concluir é que, muitas vezes, fatos ganham pouca ou muita repercussão, a depender do assunto e do lugar onde é noticiado. Notícias sempre vão ter lugar certo na rotina da população. Informar é comunicar.

E, comunicar deve ter uma boa dose de ética, e, transparência. Ao se passar uma nota ao espectador, é ele mesmo quem deve ter e tirar suas devidas conclusões. O referido espectador não pode, nem de longe, ser influenciado. Mas, é claro, que isso nem sempre acontece como deveria. Um ouvinte de rádio, leitor de jornal e telespectador, pode ter sua própria conclusão acerca de um acontecimento. O antigo e já terminado conglomerado de comunicações, grupo Bloch Editores, era detentor de uma das mais influentes revistas que o país já conheceu: a Manchete.

Logo, seu slogan era “Aconteceu. Virou Manchete”. Algo simples, mas direto e que passava seu recado. Acontecimentos viram manchete. Manchete, todavia, torna-se notícia. E essa mesma notícia, pode ser recebida pelo receptor como algo bom ou ruim, a depender, obviamente, da concepção de quem vê, ouve e lê.

Voltando ao começo dessa reflexão, é justamente no debate e no diálogo, nas ações de conversa sobre o tema, que poderemos verificar, cada um com sua opinião, se, realmente, e de forma concreta, a censura (mostrada ou não) ainda existe. Até lá, façamos nós mesmos, nossa análise, escolhendo bons canais de comunicação, que tratam o leitor com dignidade e respeito

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