Caçapava do SulDestaqueEducaçãoGeralRegião

PVE 2018: a rede municipal de educação

 O desafio proposto em 2018 pelo programa Parceria Votorantim pela Educação (PVE) é o acompanhamento efetivo das aprendizagens dos alunos da rede municipal. Esse será o foco do trabalho que começou a ser desenvolvido nesta semana junto à Secretaria Municipal de Educação (Seduc) e às escolas.  O PVE é desenvolvido no município pela Nexa Resources em parceria com o Instituto Votorantim e a Secretaria Municipal de Educação.

A oficina de sensibilização para a atividade encerrou o primeiro ciclo do PVE, na última quinta-feira (12). Nos dias anteriores, gestores escolares e a equipe pedagógica da Secretaria Municipal de Educação conheceram em detalhes a proposta do programa e começaram a traçar suas estratégias.

“Vamos trabalhar muito e alegres”, assim definiu o aluno João Gabriel Ribeiro da Silva, 12 anos, da Escola Municipal Inocêncio Prates Chaves. A declaração foi dada momentos depois de participar da oficina sobre o Desafio Criativos da Escola, que, pelo terceiro ano consecutivo, premiará os projetos mais criativos dos alunos caçapavanos.

Em 2018, ano do centenário do Grupo Votorantim, o PVE chega a 105 municípios, de todas as regiões do Brasil, com a proposta temática “Gestão com Foco na Aprendizagem”. Com isso, os municípios participantes têm o desafio de analisar os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) para implantar ações que promovam o aumento dos níveis de aprendizagem.

De acordo com o Ideb calculado a partir da Prova Brasil 2015, o aprendizado em Caçapava do Sul ainda está abaixo do adequado. O melhor desempenho foi dos alunos de quinto ano, na prova de português. Num universo de 348 alunos avaliados, 198 demonstraram um bom nível de aprendizado – o que corresponde a 57%. Porém, apenas 44% dos alunos do mesmo grupo demonstraram conhecimentos adequados em matemática.

A avaliação foi feita com alunos que estavam concluindo o ensino fundamental (nono ano), o desempenho de apenas 38% deles foi satisfatório em Língua Portuguesa e 18% dos mesmos estudantes demonstrou haver adquirido as habilidades de matemática. “São pessoas que estão ficando para trás e não podemos permitir isso, porque elas têm o direito de receber uma educação de qualidade”, afirmou Christina d’Albertas, formadora da Comunidade Educativa Cedad, responsável por conduzir os trabalhos em Caçapava.

A mobilização social deste ano será feita em torno do tema “Juntos pela Leitura”. A técnica da Seduc responsável pela mobilização, Iole Dorneles, ressalta que esse trabalho já é desenvolvido em muitas escolas, mas acredita que será intensificado e terá grandes resultados, como já ocorreu nos dois anos anteriores. “O PVE conseguiu transformar tanto as práticas de ensino como as estruturas das escolas”, referindo-se às edições de 2016 e de 2017, quando o programa abordou a educação inclusiva e o entendimento de que todos os espaços escolares devem ser ambientes de aprendizagem.

Com 28 anos de atuação na rede escolar, Iole também comemora a adesão de mais profissionais da rede de ensino à mobilização. “O pessoal está percebendo que o desenvolvimento da leitura vem ao encontro das necessidades vivenciadas nas escolas”, afirma.

 O desafio e importância da leitura

Despertar o interesse pela leitura, sobretudo de alunos mais velhos, não é tarefa fácil. Porém, onde alguns enxergam dificuldade, outros encontram motivação, como é o caso da professora Naira Paz, que trabalha com português, literatura e linguagens.

Naira se emociona ao mostrar as ilustrações realizadas pelos alunos do sexto e sétimo ano da escola estadual Dinarte Ribeiro. Segundo ela, cada desenho mostra um pouco de sua realização profissional e dá um conselho a todos que querem um mundo melhor: “Abram um livro para uma criança”.

A efetividade da dica pode ser observada na aluna Kamilly Siqueira Dias, de 14 anos, que se declara apaixonada pela leitura. Para a estudante do nono ano da Escola Municipal Dagoberto Barcellos, todos as escolas deveriam ter a hora do conto. Sorrindo, lembra das aulas da professora Naira, que “tinha um jeitinho do especial de contar histórias, tornava interessante até o que não era”. Kamilly acredita que a leitura apresenta um novo mundo e “abre o caminho da gente”.

João Mattos.

Fonte: Comunicasul

Deixe uma resposta

Fechar