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MINAS DO CAMAQUÃ – NATUREZA EM FÚRIA.

Foto: José Deni Silveira

Se foi o tempo em que, nos vangloriávamos de vivermos no paraíso e estarmos à salvos de toda sorte de intempéries, temporais e outros eventos danosos da natureza. O primeiro evento de considerável monta, se deu no dia 15 de Outubro de 2015. Quando um tornado passou pela nossa pacata comunidade.

Neste fatídico e inesquecível dia, além de centenas de árvores tombadas, de incontáveis casas danificadas, perdemos ainda a nossa referência maior. Pois o nosso símbolo de religiosidade e nosso cartão postal, a Cruz plantada sobre o morro no distante ano de 1968, foi varrida pela força dos ventos, os quais estimam-se que tenham atingido mais de 220 km/h.
Neste dia, descobrimos que também não estávamos mais à salvos dos riscos e dos avisos emitidos pela mãe natureza.

As causas de desequilíbrio são as mais variadas e transitam pelas diversas correntes de opiniões daqueles que pelo menos em tese, deveriam nos fornecer dados e indicativos sobre eventos climáticos e atmosféricos, até bem poucos anos, totalmente desconhecidos por nós. Mas, percebemos à olhos vistos e somos testemunhas oculares das mudanças climáticas que se acentuam ano a ano, e que atualmente nos dão a certeza de que, em todo o orbe terrestre, não existe mais nenhum lugar seguro e isento de tais eventos.

Mas, voltando para a nossa realidade local. Na madrugada desta segunda-feira (24), o Eucalipto (Eucalyptus Corymbia) centenário que desde sempre embelezou e encantou a sede do CTG Ronda Crioula, mas que apesar da sua imponência e longevidade, não suportou as fortíssimas rajadas de ventos e veio ao Chão. Felizmente, dos males o menor, pois o mesmo por desígnios divinos tombou sobre o pátio frontal da histórica Casa de Pedra, não acarretando sobre ela nenhum prejuízo. No entanto, outros eucaliptos imensos também tombaram pela força dos ventos. Inclusive caindo sobre a rede de energia elétrica, tendo o poste de concreto que sustenta o transformador, o qual alimenta a energia elétrica do CTG, também ido ao chão.

Foto: José Deni Silveira

A concessionária RGE/Sul, apesar de avisada, ainda não compareceu no local para reparar os danos causados. Também cabe ressaltar que, os fios de alta tensão ainda encontram-se dispostos sobre a estrada e inclusive sobre os aramados que circundam a área do CTG Ronda Crioula. A estrada que passa em frente ao CTG e que dá acesso à propriedades rurais, encontra-se interditada por conta de um eucalipto de aproximadamente 30 metros de altura, o qual tombou sobre a via. É com profundo pesar e elevada tristeza que perdemos para as forças da natureza, um símbolo centenário que sempre adornou e emoldurou a sede da nossa entidade tradicionalista e que sempre encantou aos visitantes pela sua imponência e beleza.

Os coqueiros que compunham o cenário do pátio interno do CTG, somente não tombaram e causaram prejuízos irreversíveis à estrutura da sede, pelo fato de que, os mesmo por estarem com suas bases totalmente podres, foram retirados dias atrás. Caso isto não houvesse acontecido, com certeza teríamos muito mais a lamentar. No entanto, fica o alerta sobre a permanência de árvores de grande porte junto à residências, estabelecimentos e locais que uma eventual queda poderá causar danos materiais e até mesmo acarretar riscos à vida humana.

Se por um lado é desolador ver um patrimônio ambiental se perder, nos cabe uma reflexão sobre os nossos comportamentos em relação ao meio ambiente e, até que ponto podemos nos considerar responsáveis sobre a ocorrência de eventos naturais desta magnitude. Meditemos à respeito.

Por José Deni Rodrigues Silveira – (Derli)

Luís Carlos Machado

Jornalista MTE 18.013/RS Graduado em Marketing

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