SAÚDE - 23/01/2017 - 11:31:26 (565 cliques)
Rastreabilidade da produção à mesa garante produtos com menos agrotóxicos
Termo de cooperação amplia o acesso dos agricultores práticas de produção agropecuária integrada

Janeiro de 2017 – O Brasil caminha para se tornar referência na produção segura de alimentos na América Latina. Para que isso seja possível, o programa Produção Integrada Agropecuária – PI Brasil aposta na rastreabilidade como principal ferramenta. O primeiro passo já foi dado: o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) estabeleceram um Termo de Cooperação de forma a facilitar o acesso de agricultores a práticas integradas de qualidade na agropecuária, de forma a permitir que a comida que chega ao prato dos consumidores seja a mais saudável possível, sem resíduos que possam causar danos ao organismo.

A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, que faz parte do grupo técnico do PI Brasil, ficará responsável por disseminar a produção integrada com foco na aplicação de padrões globais de identificação que dê o suporte aos agentes da cadeia, em especial no que diz respeito a frutas, legumes e verduras (FLV). “Neste momento, nosso papel é levar o conhecimento de processos que auxiliem na rastreabilidade de forma padronizada”, explica Nilson Gasconi, executivo de negócios da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.

Os resultados positivos obtidos pelo piloto do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama), desenvolvido em mais de 30 grandes redes supermercadistas de Santa Catarina, motivaram o Mapa e a Abras a levarem a experiência para outros estados. Agora, será a vez de o Rio Grande do Sul e Paraná implantarem o sistema de produção que, segundo o Ministério da Agricultura, “tem menor impacto ambiental, maior responsabilidade social e rastreabilidade garantida, assegurando que a procedência do alimento é conhecida”. Depois, será a vez de as centrais de abastecimento de São Paulo (Ceagesp) e a de Minas Gerais (Ceasa Minas) estimularem fornecedores a produzir alimentos mais seguros e com rastreabilidade.

Graças ao monitoramento e a rastreabilidade de FLV pelo Rama, é possível ainda verificar os resíduos de agrotóxicos utilizados desde a produção até o ponto de venda. “O principal objetivo é garantir que resíduos de defensivos agrícolas encontrados nos alimentos não estejam acima de níveis que ofereçam riscos à saúde e também do nível permitido legalmente, estando, portanto, seguros para o consumo humano”, diz o Mapa.

Duas tecnologias auxiliam na missão de identificar as informações desde a origem dos produtos. O GS1 Databar, código de barras bidimensional de dimensões reduzidas e maior capacidade de armazenar dados, permite a identificação e controle do lote e da validade de cada item. Além disso, no caso de frutas, legumes e verduras, possibilita a identificação em espaços limitados, com melhor desempenho de leitura e facilmente identificados. A outra opção é o GS1-128, código de barras usado na cadeia logística para monitorar caixas e pallets, pode conter todas as informações variáveis, como números de série, data de validade, ou medidas e também de algo muito importante como o número de lote de produção.

O próximo passado é dar treinamento aos agricultores para que possam fornecer produtos com maior valor agregado e varejistas para vender alimentos seguros. De acordo com o Mapa, as medidas de proteção não deverão aumentar os custos para os consumidores.

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