Zoneamento Ecológico: mais uma exigência
Zoneamento Ecológico: mais uma exigência
     A questão ambiental, assunto sério que mereceria ser tratado com rigor técnico e isenção política, mais uma vez se presta a perseguição econômica e ideológica contra um alvo específico: o produtor rural.  Só em fevereiro, o produtor foi acusado de desmatador em duas vertentes distintas: na Marques de Sapucaí, pela Imperatriz Leopoldinense (que ficou somente em sétimo lugar), e em plena Quaresma pela CNBB, na Campanha da Fraternidade deste ano. Como se isso não bastasse, agora governos estaduais de todo o Brasil realizam audiências públicas para a implantação de um novo sistema, que tem como objetivo claro regular o agronegócio: o ZEE (Zoneamento Econômico-Ecológico).
 
            O objetivo do levantamento, segundo o portal do Ministério do Meio Ambiente, é o de “planejamento e articulação de políticas de desenvolvimento econômico, conjugadas com o desenvolvimento ambiental, a partir da realidade de cada território”. No manual, parece muito justo, interessante e “estratégico”. Na prática, é mais um nó do já extenso cipoal de legislações, portarias, decretos e amarras ambientais feitas para criar embaraços ao empreendedorismo rural.
 
            O produtor rural, que recentemente já teve que se ver com a Reserva Legal, com o Novo Código Florestal, com o Cadastro Ambiental Rural, agora precisa estar atento a mais uma invenção de gabinete criada para conter os eternos “vilões” da história.  Enquanto isso, em países vizinhos onde a legislação ambiental nem de longe tem a mesma ferocidade, produtores brasileiros se estabelecem e passam a usar a expertise nacional para produzir alimentos que, sem as mesmas exigências fitossanitárias daqui, ingressam no mercado nacional com facilidade, impostos mais baixos e custo de produção muito mais competitivo.
 
            Se o tempo livre gasto na elaboração de tantos “diagnósticos”, “levantamentos” e outras baboseiras com pretensa superioridade técnica fosse investido em proteger, de fato, a produção brasileira, teríamos sem dúvida uma logística mais eficaz e um cenário de competitividade de primeiríssimo mundo
Tarso Teixeira
Presidente do Sindicato Rural de São Gabriel e Vice Presidente da Farsul
 
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